Mini Road Trip pelo Sul de Espanha – Parte 1

Espanha logo ali tão perto de nós e com tanto para explorar.

Como estava na fantástica costa algarvia, ficou mais fácil ir visitar o sul de Espanha. Pela autoestrada A22 é um pulinho, apesar de ser uma estrada paga é bem mais fácil e rápido chegar a Espanha do que optarmos pelas estradas nacionais, especialmente se for na época balnear.

Ao atravessar o Rio Guadiana, a fronteira natural entre os dois países, é seguir sempre em frente em direcção à capital da Andaluzia, Sevilha. As estradas são óptimas e sem qualquer custo. A viagem demorou cerca de 2h30.

O primeiro ponto de paragem foi a cidade de Sevilha. Quando chegámos vimos uma cidade tão bonita e convidativa que apetece logo começar a explorar. O pior foi quando resolvemos ir para o alojamento que tínhamos reservado, que ficava bem no centro da cidade. Escolhemos o Nuevo Suizo porque tinha reviews positivas e uma excelente localização e porque só queríamos mesmo o quarto para dormir, pois o objectivo era explorar a cidade ao máximo. O mais positivo deste hostal era a localização pois fica mesmo no centro da cidade o que foi logo de início um enorme problema para nós, porque o hostal não tinha parque de estacionamento e é praticamente impossível estacionar no centro da Sevilha. Por isso ao fim de muitas voltas, resolvemos estacionar num dos inúmeros parques de estacionamento que existem pela cidade, que por consequência são bem dispendiosos. O carro ficou umas 5 horas neste parque e o preço foi a módica quantia de 26€.

Dica: Se viaja de carro para a cidade de Sevilha, escolha um alojamento que tenha parque de estacionamento. Se o alojamento for um pouco retirado do centro é preferível pagar transporte do que pagar os parques de estacionamento privados.

O hostal era bem simples e limpinho, o staff da recepção era muito caloroso e prestável. Contudo, na minha opinião o hostal deixou um pouco a desejar porque os quartos eram muito pequenos e com um isolamento muito fraco.

Quando saímos para ir visitar a cidade já estava na hora de jantar e ao vaguear pelas ruas vimos muita gente a dirigir-se para um sítio. Resolvemos ir atrás, porque com tanto movimento alguma coisa estava a acontecer. Qual não foi o nosso espanto, ao vermos uma enorme feira medieval. Não sabíamos, mas adorámos. Esta feira ocorre em Setembro e numa das ruas principais, Alameda de Hércules, uma avenida grandiosa composta por jardins.

Como sabem os espanhóis são um povo bem-disposto, portanto estava lá uma festa enorme e com as típicas barraquinhas das comidas. Foi tão bom!

Barraquinhas de ComidaCarrossel da Feira Medieval 2014

No final da noite, fomos tentar estacionar o carro num local que não se pagasse. Seguimos as directrizes do recepcionista do hostal e andamos às voltas pela cidade, o que foi óptimo porque conseguimos ter uma percepção da cidade iluminada que é bastante bonita, sobretudo perto do rio Guadalquivir. Quando já pensávamos em desistir e a voltar novamente para um parque privado, eis que vimos um lugar que não era pago durante o fim-de-semana. Bingo! O carro ficou cerca de 1,5km do local onde estávamos alojados.

No Sábado bem cedo, começamos o nosso passeio. Primeiro fomos em direcção à Praça de Santa Cruz, que pertencia à antiga judiaria de Sevilha. Por becos e travessas, cheias de lojas típicas sempre com souvenirs à disposição dos turistas chegámos ao centro histórico da cidade, Plaza del Triunfo onde podemos encontrar um posto de informação turística.

Ali vislumbramos a imponente catedral, também conhecida como Catedral de Santa Maria da Sede, património da humanidade e a maior de Espanha. Passeando pela praça encontramos muitas charretes turísticas com condutores vestidos a rigor, dispostos a levar-nos a passear pela cidade num meio de transporte bem característico. Inicialmente recusei-me a ir, pois não iria estar a pagar para baterem num animal só para meu belo proveito, mas o senhor explicou-me que para fazer o passeio só bastava conduzir o cavalo e não era necessário chicoteá-lo. E não é que foi mesmo verdade?! A viagem durou cerca de uma hora e foi 40€. Um pouco dispendioso mas um passeio único, pois o senhor vai apresentando a cidade à medida que passeamos. Vislumbrámos locais como: Plaza de toros, Torre del Oro, Real Fábrica de Tabacos, Parque de Maria Luísa, Plaza de España, entre outros. Para além dos locais, passámos por ruelas bem características e tivemos a oportunidade de ouvir histórias contadas por quem realmente pertence à cidade. O único problema foi a chuva. Pelos vistos há anos que não chovia em Setembro e justamente naquele dia começou a chover. A verdade é que nem a chuva estragou o nosso passeio. Conhecemos sítios que provavelmente não iríamos visitar de outra forma e outros que voltamos novamente.

No final do passeio regressamos ao centro histórico onde fomos em busca de um dos típicos restaurante de tapas. Existem tantos que o difícil é escolher.

Tapas

O próximo monumento foi o Patronato del Real Alcázar de Sevilha, sem dúvida um sítio obrigatório. Preparem-se para passar um bom bocado a admirar o palácio e sobretudo os jardins. É um conjunto arquitectónico de uma enorme beleza que ainda serve de estadia ocasional para a realeza espanhola. Nos seus jardins é possível encontrar um lago de trutas, elementos árabes, renascentistas e modernos. É um dos palácios mais antigos do mundo ainda em uso.

Plaza de España era o próximo local a visitar. Até lá chegarmos, perdemo-nos no caminho. Faz parte da experiência, andar de mapa na mão. Esta praça é integrada no Parque de Maria Luísa, um local deslumbrante com uma fonte central, onde parte do edifício é rodeado de azulejos que representam todas as províncias espanholas. Lá encontramos também um canal de água no qual é possível fazer um pequeno passeio de barco. Este é um óptimo local para relaxar ao fim de uma longa caminhada, porque ao descansar podemos ter o prazer de admirar este magnífico edifício.

De seguida fomos visitar o Metrapol Parasol, que é um guarda-sol gigante só que todo feito em madeira. A cidade é tão quente no Verão que surgiu a necessidade de criar mais espaços com sombra. Para tal, criou-se a maior estrutura de madeira do mundo, o Metrapol Parasol. É constituído por 4 andares: o subterrâneo é o Antiquarium, em que existe uma exposição de vestígios romanos e árabes; o 1º andar, que é o local onde as pessoas andam normalmente e o 2º e 3º pisos, que são os mais altos. Para subir ao último piso é necessário adquirir um bilhete que tem uma bebida incluída no bar e ainda uma magnífica vista sobre a cidade. Lá é possível distinguir a parte nova e a parte mais antiga e ter uma percepção completamente diferente da disposição de Sevilha.

Para a noite o objectivo era ir jantar e assistir a um espectáculo de Flamenco na La Carboneria. Este é um dos poucos locais que oferece gratuitamente um espectáculo da tradicional dança espanhola. Para tal é necessário chegar bem cedo e verificar quais os dias que existe Flamenco.

Para além de todos os monumentos que podemos visitar em Sevilha, existem também inúmeras lojas, o comércio faz realmente movimentar as ruas. À  noite encontramos muitos bares com tapas, música e a tão famosa sangria, que também temos em Portugal.

No próximo post vou contar-vos sobre as outras cidades que visitei. Fiquem atentos!

*Todas as fotografias neste artigo são de minha autoria.

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